quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Esqueci meu Passaporte
quarta-feira, 18 de julho de 2012
A Praga
terça-feira, 27 de março de 2012
Entre a Cruz e a Montanha

A discussão permanece, então, o tema não se esvai. O Conselho da Magistratura do RS determinou, por unanimidade, atendendo requisição da Liga Brasileira de Lésbicas, a retirada dos crucifixos dos espaços públicos nos prédios da justiça gaúcha. Em seu voto, o relator afirma que uma sala de tribunal, sob o símbolo de uma igreja, não parece ser a melhor forma de se mostrar o Estado laico eqüidistante dos valores
segunda-feira, 5 de março de 2012
Quem faz o trânsito?

A cada final de semana, principalmente neste verão interminável, as contas do trânsito são tragédias que se somam. Num primeiro instante, chocados, pomo-nos a refletir sobre tantas vidas perdidas inutilmente. Aí, sob o manto deste furioso egoísmo, percebemos que as vidas perdidas são “deles”, não as nossas ou dos “nossos”. Ah, triste engano! A morte pode estar na próxima esquina, na próxima curva, mesmo que o sujeito não tenha bebido ou que ande de acordo com as regras de trânsito e de civilidade.
Constantemente uso a BR-116 para visitar minha mãe, pois no pequeno trecho de estrada, pode-se ver claramente que a maioria dos condutores não anda a menos de 110 ou
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Já chegamos ao fundo ou não?

Eu já tinha prometido a mim mesmo que não comentaria mais nada sobre a “droga” de programação da TV aberta, mas o cronista nunca pode furtar-se ao momento, mesmo que seja um momento de estupidez massificada. Então, pois, é preciso comentar. O âncora do Jornal Nacional anunciou uma notícia “séria”: a polícia carioca investiga se houve ou não estupro na “casa mais vigiada do Brasil”. Ah, isso, sinceramente, não me interessa. Afinal, quem sai na chuva sabe que vai se molhar. Lógico, a violência, se houve, deve ser punida, não só o violentador, mas também a quem viu e tinha o dever de interrompê-la, como a produção do tal programa. O BBB então não é para isso? Faturar milhões, muitos milhões, incentivando a banalização do sexo, depois de uma farra regrada à droga (é sim, o álcool também é droga). Afinal, não é isso que desperta o interesse do público? A avidez desse público na busca da imagem de um “amasso”, do sexo oculto pelo edredom, ou como disse a “mocinha” supostamente violentada: “a mão naquilo e aquilo na mão”, é essa avidez que paga os milhões. Mas, a emissora não se preocupa se houve ou não a violência, a sua preocupação é manter os níveis de audiência que, com certeza, aumentaram os milhões do faturamento ganancioso. Já chegamos ao fundo ou não?
Interessa-me saber que neste país a cada hora uma mulher é estuprada e uma criança sofre abuso sexual (essa estatística criei agora, mas a realidade, talvez, seja pior). Enquanto os “brothers” se refestelam nas suas farras, as Delegacias da Infância e da Mulher continuam com suas deficiências de material humano e de infra-estrutura para a consecução do seu objetivo na segurança pública. A linha deste “show” é de incentivo ao sexo descompromissado, da coisificação do ser humano, do apelo à vaidade e ao corpo, de polemizar o que é desimportante. Nada que nos engrandeça como entes humanos. Quando este assunto ficar “chato”, outra “polêmica” vai aparecer para merecer “mais uma espiadinha”. A emissora que, propositalmente, deixo de citar para não dar mais audiência, ainda está a enfiar-nos pela goela o tal MMA, ao qual tenta dar caráter de esporte, onde dois homens rebaixados à condição de trogloditas, num ringue octogonal, esmurram-se, esmagam-se até o sangue brotar sem que o “árbitro” intervenha. Talvez, quando morrer alguém, quem sabe? Afinal, o povo gosta disso por que isso está aí? Ou isso está aí por que o povo gosta? Parece que a vida real não tem problemas suficientes. O que deve ser importante nas nossas vidas? O que é importante, afinal?