
Caros amigos, um noticiário da noite mostrou, no saldo de um fim de semana, que um caminhão de bebidas havia tombado numa curva de uma estrada qualquer, enquanto o motorista sentado no asfalto, ainda tonto, era atendido pela polícia, a carga era saqueada por moradores da vizinhança. Eram mulheres, crianças, homens adultos, velhos, todos como uma horda de bárbaros, num alegre frenesi, disputavam a presa. Eu sei: isso é fato corriqueiro, já virou coisa comum. Alguns podem dizer: “E daí, meu? Não tem nada de novo! Não é de espantar!” Pois, pobres de nós se já perdemos a capacidade do espanto diante de uma coisa dessas e placidamente aceitamos que o ser humano aja como um chacal carniceiro. Ora, eram donas de casa ordeiras e pacíficas, eram crianças que freqüentam escola e igreja, eram chefes de família trabalhadores e honestos, eram velhos aposentados que já cumpriram seu dever para com a nação. Eram pessoas comuns,...éramos nós. Não eram piratas saqueadores. Não? Será que não? Só porque não usaram armas não significa que não furtaram. Aquela carga pertencia a alguém.
Que diferença há entre pequenos e grandes delitos? Não consigo ver nenhuma. Ninguém ali saqueou a carga porque tinha fome – o que talvez fosse justificável, repito talvez - saquearam apenas para “se dar bem”, para "levar vantagem" em alguma coisa, seja lá no que for. Que semelhança há entre pequenos e grandes delitos? O vício moral. O eterno erro de acreditar que quando eu faço algo errado é perdoável por que sou bom, quando é outro que erra, ele é mau e deve ser punido.
Nossa vida é cheia de pequenos delitos, é um somatório de pequenas trapaças “perdoáveis” que tentamos esconder sob o tapete do refinamento social. Enganamos a quem? De nada adiantam as passeatas de mãos dados carregando faixas pedindo paz e soltando "pombinhas" brancas e à noite ir até a boca-de-fumo para comprar uma "erva". Pura hipocrisia. Na maioria das vezes só não cometemos crimes maiores por falta de oportunidade, como essa de roubar carga tombada na estrada, ou por medo da punição. Nossa sociedade é ruim por que somos ruins individualmente. Se cada um de nós varresse a calçada diante da própria porta, logo a cidade inteira estaria limpa.
Pensem nisso!
Que diferença há entre pequenos e grandes delitos? Não consigo ver nenhuma. Ninguém ali saqueou a carga porque tinha fome – o que talvez fosse justificável, repito talvez - saquearam apenas para “se dar bem”, para "levar vantagem" em alguma coisa, seja lá no que for. Que semelhança há entre pequenos e grandes delitos? O vício moral. O eterno erro de acreditar que quando eu faço algo errado é perdoável por que sou bom, quando é outro que erra, ele é mau e deve ser punido.
Nossa vida é cheia de pequenos delitos, é um somatório de pequenas trapaças “perdoáveis” que tentamos esconder sob o tapete do refinamento social. Enganamos a quem? De nada adiantam as passeatas de mãos dados carregando faixas pedindo paz e soltando "pombinhas" brancas e à noite ir até a boca-de-fumo para comprar uma "erva". Pura hipocrisia. Na maioria das vezes só não cometemos crimes maiores por falta de oportunidade, como essa de roubar carga tombada na estrada, ou por medo da punição. Nossa sociedade é ruim por que somos ruins individualmente. Se cada um de nós varresse a calçada diante da própria porta, logo a cidade inteira estaria limpa.
Pensem nisso!