terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Então, eu conto!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Esqueci meu Passaporte
quarta-feira, 18 de julho de 2012
A Praga
terça-feira, 27 de março de 2012
Entre a Cruz e a Montanha

A discussão permanece, então, o tema não se esvai. O Conselho da Magistratura do RS determinou, por unanimidade, atendendo requisição da Liga Brasileira de Lésbicas, a retirada dos crucifixos dos espaços públicos nos prédios da justiça gaúcha. Em seu voto, o relator afirma que uma sala de tribunal, sob o símbolo de uma igreja, não parece ser a melhor forma de se mostrar o Estado laico eqüidistante dos valores
segunda-feira, 5 de março de 2012
Quem faz o trânsito?

A cada final de semana, principalmente neste verão interminável, as contas do trânsito são tragédias que se somam. Num primeiro instante, chocados, pomo-nos a refletir sobre tantas vidas perdidas inutilmente. Aí, sob o manto deste furioso egoísmo, percebemos que as vidas perdidas são “deles”, não as nossas ou dos “nossos”. Ah, triste engano! A morte pode estar na próxima esquina, na próxima curva, mesmo que o sujeito não tenha bebido ou que ande de acordo com as regras de trânsito e de civilidade.
Constantemente uso a BR-116 para visitar minha mãe, pois no pequeno trecho de estrada, pode-se ver claramente que a maioria dos condutores não anda a menos de 110 ou
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Já chegamos ao fundo ou não?

Eu já tinha prometido a mim mesmo que não comentaria mais nada sobre a “droga” de programação da TV aberta, mas o cronista nunca pode furtar-se ao momento, mesmo que seja um momento de estupidez massificada. Então, pois, é preciso comentar. O âncora do Jornal Nacional anunciou uma notícia “séria”: a polícia carioca investiga se houve ou não estupro na “casa mais vigiada do Brasil”. Ah, isso, sinceramente, não me interessa. Afinal, quem sai na chuva sabe que vai se molhar. Lógico, a violência, se houve, deve ser punida, não só o violentador, mas também a quem viu e tinha o dever de interrompê-la, como a produção do tal programa. O BBB então não é para isso? Faturar milhões, muitos milhões, incentivando a banalização do sexo, depois de uma farra regrada à droga (é sim, o álcool também é droga). Afinal, não é isso que desperta o interesse do público? A avidez desse público na busca da imagem de um “amasso”, do sexo oculto pelo edredom, ou como disse a “mocinha” supostamente violentada: “a mão naquilo e aquilo na mão”, é essa avidez que paga os milhões. Mas, a emissora não se preocupa se houve ou não a violência, a sua preocupação é manter os níveis de audiência que, com certeza, aumentaram os milhões do faturamento ganancioso. Já chegamos ao fundo ou não?
Interessa-me saber que neste país a cada hora uma mulher é estuprada e uma criança sofre abuso sexual (essa estatística criei agora, mas a realidade, talvez, seja pior). Enquanto os “brothers” se refestelam nas suas farras, as Delegacias da Infância e da Mulher continuam com suas deficiências de material humano e de infra-estrutura para a consecução do seu objetivo na segurança pública. A linha deste “show” é de incentivo ao sexo descompromissado, da coisificação do ser humano, do apelo à vaidade e ao corpo, de polemizar o que é desimportante. Nada que nos engrandeça como entes humanos. Quando este assunto ficar “chato”, outra “polêmica” vai aparecer para merecer “mais uma espiadinha”. A emissora que, propositalmente, deixo de citar para não dar mais audiência, ainda está a enfiar-nos pela goela o tal MMA, ao qual tenta dar caráter de esporte, onde dois homens rebaixados à condição de trogloditas, num ringue octogonal, esmurram-se, esmagam-se até o sangue brotar sem que o “árbitro” intervenha. Talvez, quando morrer alguém, quem sabe? Afinal, o povo gosta disso por que isso está aí? Ou isso está aí por que o povo gosta? Parece que a vida real não tem problemas suficientes. O que deve ser importante nas nossas vidas? O que é importante, afinal?
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
E falando em Deus...

Como tem sido fácil e despreocupado falar-se em Deus. “Seja o que Deus quiser!”, “Se Deus permitir, ganho na loteria.”, “Guiado por Deus, dirigido por mim.”, “Se Deus quiser, passo no vestibular (hã, hã, não estude para ver).” Fácil como se Deus fosse o responsável pelo nosso sucesso ou fracasso. Acho isso injusto com a divindade. Confesso a minha dificuldade
Muitos pregam a Deus como um conceito econômico: para se ganhar dinheiro é preciso investir dinheiro. Logo, o homem só será feliz (materialmente) se aplicar seus recursos (às vezes poucos) na sua “religião”. Ora, a presença de Deus em nós é muito maior do que ser agraciado com dádivas materiais como sucesso empresarial, melhor salário, melhor emprego, ou mesmo saúde. Outros, considerando-se ateus inteligentes atacam tudo que seja de natureza espiritual, como se aceitar a divindade fosse sinal de ignorância. Mas, Deus não é privilégio de nenhuma religião-instituição; e, certamente, não se ressente com aqueles que o renegam, pois o ressentimento é uma atitude meramente humana. Ele está acima de tudo isso, de ateus e de deístas. Os homens podem até incendiar o mundo em Seu nome, mas Ele não terá nada a ver com isso. A verdadeira religiosidade é apenas sentida, não tem dogmas, nem paramentos, nem formalidades exteriores, muito menos rituais. Portanto, pregadores, sacerdotes, profetas, ateus e agnósticos, quando falarem em Deus, façam-no com brandura, com equilíbrio e harmonia, possivelmente a verdadeira essência de Deus. Afinal, há tanta injustiça para se corrigir, tantos sofredores a socorrer, tantos desvalidos a se cuidar.
sábado, 8 de outubro de 2011
Ai, esse silêncio...

O silêncio não é só a ausência de som. Pode, às vezes, ser ensurdecedor. Há um silêncio na natureza, que precede as tempestades, e há o silêncio, sinal de estupidez, de estarrecimento diante do que parece inexorável. Esse é o incômodo silêncio que vem das ruas! Não como prenuncio de fúria, mas como sinal de perigosa acomodação. Esse deixa estar, deixa ficar. Esse silêncio do “nada mais importa!” desde que eu consiga o “meu”. O mesmo silêncio que serviu de fanfarra à festa da exploração da América Latina. O silêncio do servilismo que dobrou a coluna vertebral diante das intocáveis majestades que tudo podem. E que ainda continua servindo e dobrando-se. Continuam os desmandos dos coronéis do açúcar, do café e do gado, não mais nas figuras do “sinhô” e da “sinhá”, mas agora travestidos na política. Intocáveis, locupletados de prerrogativas legais exclusivas, servindo-se do bem público como se privado fosse. E, a tudo, a grande massa de povo inculta e aculturada, se cala. Sempre subserviente, temerosa de perder as benesses sociais que lhe caem ao colo. Nada mais que migalhas, as sobras da mesa farta. Onde a segurança pública? Onde a saúde pública? Onde a educação? Coisas de menor importância. Afinal, vêm aí a Copa do Mundo e as Olimpíadas. “Oh! Não temos ainda uma Seleção confiável”. A grande preocupação! Calou-se, nos corações, a revolta cívica do esquecido Tupac Amaru. Simon Bolívar e San Martin são apenas figuras dos livros de história (pouco lidos) e Tiradentes foi apenas um "barbudo" que morreu enforcado.
Esse silêncio constrangedor é fruto do egoísmo das nossas individualidades. A solidariedade e a responsabilidade coletiva deveriam ser os motores que colocariam em funcionamento uma sociedade mais humanista. Hoje, Rui Barbosa é cada vez mais atual: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. O povo é quem deve governar o governo. Mas como? Se cada povo faz governo de seus pares.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
As baboseiras “internéticas”

Meus caros amigos, por favor, não me mandem mais mensagens que falem de conspirações em desfavor da humanidade. Morro de rir disso tudo e, no mais das vezes, nem leio tudo, vou até a terceira ou quarta linha, desisto e apago. Aceitem um conselho deste amigo velho: cresçam!!! Vocês já viram como quem te enviou a “notícia quente” recebeu de alguém que recebeu de alguém? Em qualquer roda de boteco tem um sujeito “que sabe das coisas” porque conhece o primo de um vizinho que é irmão do amigo do tio de um americano que fugiu do FBI porque descobriu que o “McDonald’s” é feito de minhoca. Ou que tem um sujeito no metrô com uma seringa infectada com a AIDS, que foi inventada pelos demoníacos americanos para acabar com o terceiro mundo, ou que foi o Pentágono que mandou atacar as Torres Gêmeas só para ter a desculpa de invadir o Iraque e o Afeganistão, ou que a família real britânica está por trás da morte de Lady Diana, e Adolf Hitler morreu de velhice na Argentina. O Chico Xavier mandou uma mensagem revelando a nova identidade do Emmanuel. Outras boas: nos EUA, usam mapas alterados e ensinam as crianças que a Amazônia não tem dono; os americanos, disfarçados de alemães, afundaram nossos navios para que o Brasil entrasse na II Guerra. Já viram como sempre são os americanos os vilões? O Hugo Chaves garante que eles são mesmo. De como eles querem dominar o mundo (como se já não fosse deles), no melhor estilo dos ratinhos Pinky e Cérebro, ou do Dr. Evil, aquele do Austin Powers?
A melhor de todas as “baboseiras internéticas” é a do sujeito que acorda numa banheira de motel, mergulhado no gelo, e encontra um bilhete que diz para ele correr para um hospital, pois lhe roubaram os rins. Essa é sensacional! Os caras que roubam os rins são uma gente tão boa, que não matam e ainda avisam o desgraçado que ele está... morrendo. É impressionante o que tem de besteira na Internet. Mais impressionante ainda é a quantidade de “bestas” que acreditam nessas asneiras. Mas, isso eu sei: é só preguiça de informar-se, de ler, de conhecer um pouco de história. E se você não passar adiante a vinte pessoas, seu cérebro, já diminuto, vai desaparecer. Deixo-lhes um pensamento, uma coisa interessante que achei na Internet (olha eu!), de um mestre do humor, o (americano) Groucho Marx: “Ele pode parecer um idiota e até agir como um idiota, mas não se deixe enganar, ele é mesmo um idiota!”.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Tempos áridos

